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Ele vinha quase que cambaleando e sua mulher tinha uma cara enfurecida sobre sua direção. Também, pudera não é mesmo? Sua situação era deplorável, e além dele mesmo, estava fazendo ela passar vergonha em público.
Ele esbarrou em uma das mesas perto da nossa e pediu desculpas, todo enrolado. Depois se aproximou de nós, já fazendo um alvoroço por reconhecer a mulher. Nesse momento a Stella já morria de vergonha, pela falta de educação do marido.
-Stellinha meu amor. Vem cá me dá um beijo, vai! -Tentou a beijar mas ela se levantou da cadeira, evitando-o. -Que foi amor? Vem cá! -Sua amiga também se levantou e todos nós fizemos o mesmo, por cavalheirismo. -E aí rapaziada? Tudo bom com vocês? -Ele apertou a mão dos meninos e quase caiu sobre eles.
-Era o que me faltava. -Stella estava super desconcertada e passou a mão sobre a testa, incrédula. -Cadê o Enzo e o Carlos, Luan?
-Não aguentaram tomar mais nenhuma. São muito fracos pra bebida. -Soltou um riso e foi irônico ele falar aquilo, naquela situação. -Agora vem cá amor! Me dá um beijo? -Ele tentou a beijar mas ela conseguiu sair de seus braços e vir para perto de mim. Coloquei-a atrás de meu ombro para evitar que ele agarra-se a força.
-Cara, vamos sair daqui, vamos? -Tentei ser educado com ele e peguei em seu braço para o levar para fora do bar. Mas ele foi rude e me empurrou com certa hostilidade. Os moleques logo vieram pra perto de mim, para evitar uma briga.
-Luan! Chega! -Sua mulher exclamou e saiu o puxando para fora do bar, sobre os olhares de todos que estavam ali. Logicamente eu não a deixaria sozinha.
-Não Júnior. Não se mete na briga deles.
-Como não Jota? Olha como ele ta? E se ele machucar ela?
-Relaxa. Ele não faz nada com ela e também eu vou lá pra ter certeza. -Disse a Luana e começou a mexer em sua bolsa.
-Não. A gente paga. -O Jota não a deixou abrir a bolsa. -Vai lá. Esquece isso que a gente paga. -Ela agradeceu e foi até a saída do lugar. -Que Barra!
-É. Mas agora vamos sair daqui, porque se alguém fotografa o Juininho no meio disso tudo, vai render matéria amanhã. -Seguimos o Conselho do Gui e pagamos a conta para logo ir embora. Por sorte ninguém me pediu foto durante nossa saída e a gente conseguiu sair ilesos dali.
Ao entrarmos no estacionamento vi a Stella com uma mão na testa e possivelmente respirando fundo. Quando me aproximei percebi que ela chorava fraquinho. Nem chamei os meninos, apenas fui em sua direção para acalma-la, se fosse preciso.
-Tudo bem? -Ela me deu as costas e parecia limpar as lágrimas rapidamente. -Eu queria pedir desculpas por me intrometer entre vocês, lá dentro. -Ela não se virou e eu pensei que estava me ignorando.
-Obrigada. -Sua voz saiu embargada. -Desculpas peço eu, pelo jeito que o meu marido te tratou. -Ela ficou de lado para mim e se apoiou em um dos carros que tinha ali. -Ele nunca bebeu tanto assim, não entendo o que tá acontecendo com ele.
-Eu sei que ele é um bom homem. Vi isso em todas as vezes que ele estava sóbrio. -Ela me olhou com os olhinhos arregalados, talvez por ter se sentindo ofendida com minhas palavras. -Desculpa. Não quis dizer isso. Eu... -Ela foi relaxando de novo e eu me aproximei.
-Sai com tanta pressa que esqueci de pagar a conta.
-Não precisa se preocupar.
-Claro que sim. Fomos nós, quem convidamos vocês.
-Mas nós somos os homens. Deixe-nos ser cavalheiros. -Ela sorriu como forma de agradecimento e depois soltou uma gargalhada. -O que foi?
-Não teria como pagar. Deixei minha bolsa no carro da Luana. -Me mostrou suas mãos vazias e ri junto à ela.
-Sua amiga já foi?
-Já. Não queria lhe causar mais incômodo.
-E seu marido? -Ela respirou fundo e voltou a me olhar nos olhos.
-Coloquei ele em um táxi. Ele que se vire para entrar em casa. -Ficamos alguns segundos em silêncio e eu admito que estava admirando a beleza daquela mulher que estava na minha frente, com os olhinhos um pouco vermelhos e os cabelos sacudidos pelo vento. Como pode alguém ser tão bonita assim?
-Bom... E você? -Ela colocou uma mexa de seus cabelos para trás da orelha e fez uma cara de desentendida. -Como vai voltar para casa?
-Ah sim! Não vou agora, preciso esfriar um pouco minha cabeça. -Percebi que ventava muito então abri o zíper de meu casaco para lhe oferecer. -Não precisa. -Dizia enquanto eu tentava colocar o casaco por cima de seus ombros.
-Tá frio e você disse que não vai pra casa agora, então vai precisar. -Ela cedeu e deixou que eu a cobrice. Que perfume Jesus. Seu cheiro me embriagou mais que qualquer álcool que já bebi. -Você vai ficar aqui? -Não sei se ela notou minha falta de jeito perto dela mas acho que era nítido.
-Não. Vou andar um pouco, depois pego um táxi.
-Com que dinheiro? -Lhe lembrei que estava sem sua bolsa e ela sorriu envergonhada.
-Verdade.
-Quer meu celular para ligar pra alguém?
-Eu só sei o número de três pessoas: da minha mãe, que mora no Brasil e não vai poder me ajudar; do Luan e o meu, que acabou indo junto com o Luan no táxi. -Bufou de um jeito tão bonitinho que eu tive que rir.
-Acho que posso te pagar um táxi... -Sugeri, com receio dela se sentir ofendida com minhas intenções.
-Não. Seria abusar de sua boa vontade.
-Claro que não. Vem, que eu te levo até o ponto de táxi. -Ela parecia pensar na proposta. -Dá pra você ir esfriando a cabeça até la.
-Tá bom. -Ela resolveu me acompanhar e nós saímos daquele estacionamento.
Ligação P.o.v.:
-Cadê você NJ?
-Eu tô aqui perto do bar.
-Fazendo o quê?
-Dando uma volta.
-Hum... -Disse malicioso. -Tá com mulher né? Já entendi. -Ri de seus pensamentos.
-Não é nada do que você ta pensando irmãozinho.
-Relaxa. Vou ficar calado, mas se cuida em...
-Tá bom Gil. -Não quis discordar para evitar prolongar aquela ligação.
-Tu dá teu jeito pra voltar pra casa?
-Claro.
-Certo. Valeu.
-Valeu.
Ligação off
-Seus amigos acham que você está com alguma garota?
-É. Mas não deixa de ser verdade né? -Ela sorriu e 2 caras passaram por nós a secando com o olhar. Estavam tão distraídos olhando para ela que não perceberam que tinha alguém ali do seu lado, que no caso era eu.'
Ela notou e vestiu meu casaco por completo. Fechando até o zíper do mesmo.
-Me desculpa pela cena que o Luan fez, no bar.
-Não precisa. Você não teve culpa. -Ficamos em silêncio e logo chegamos no ponto, esperei que um táxi passasse e o chamei para ela.
-Como você vai voltar pra sua casa?
-Vou pegar outro táxi.
-Porque não vamos no mesmo? Afinal, nossas casas são em condomínios quase vizinhos.
-Pode ser. -Eu me sinto constrangido perto dela, mas ao mesmo tempo gosto disso. Sei que estou falando de uma mulher casada, só que sejamos verdadeiros: ela chama a atenção de qualquer homem. É impossível não vê-la com segundas intenções. Mas eu estava a acompanhando com todo o respeito que tenho por ela e pelo Luan. Só que meus pensamentos eu não controlo, né mesmo?
Entramos no táxi e ela disse o endereço, lembrei que ela queria espairecer antes de ir pra casa e que nossa caminhada do estacionamento até o ponto foi muito curta, não deve ter dado tempo dela nem se quer esquecer do ocorrido.
-Pode fazer o caminho mais longo. -Pedi ao motorista. -O mais longo possível. -Ela devia estar me olhando espantada, foi o que pensei, mas quando olhei-a de canto, ela tinha sua cabeça encostada no vidro e parecia área.
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Desculpem pela demora.
Respondendo sobre minha outra fanfic: acho que vou abandonar sim; estou sem criatividade para aquela história e venho gostando muito mais desse blog. Mas quem sabe se um dia não volto a escrever por lá, né mesmo?
P.S. Adorei que vocês comentaram bastante no outro capítulo. Façam isso mais vezes.
Aaai que felicidade!!! Já quero mais, pode? Hahaha, tô amando demaaais. Continuaaa, lindaa. Bjoo!
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